Carlos Fonseca, biólogo da Unidade de Vida Selvagem do Departamento de Biologia e do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar da Universidade de Aveiro (UA), foi um dos peritos que colaborou na elaboração do Plano de Intervenção para a Floresta 2025-2050, recentemente apresentado pelo Governo. O plano visa implementar uma estratégia abrangente para valorizar a floresta, aumentar a produtividade e promover a rentabilidade dos produtores florestais, com ênfase no uso sustentável e na prevenção de incêndios.
Carlos Fonseca é um dos 12 especialistas envolvidos no desenvolvimento deste plano, que inclui medidas para aumentar a resiliência da floresta, melhorar a governança e promover a valorização dos produtos florestais, incluindo os não lenhosos. A redução da carga combustível, essencial para a prevenção de incêndios, será alcançada através de práticas como a pastorícia, além de ações de monitorização de espécies invasoras e o fortalecimento da vegetação autóctone.
O plano também propõe o reforço das equipas de investigação de crimes de fogo rural e a ampliação dos recursos da Secretaria de Estado das Florestas para melhorar a capacidade de resposta aos incêndios. Além disso, será dada atenção à intervenção das autarquias e organizações de produtores florestais na gestão de combustíveis, além da beneficiação e manutenção da rede viária florestal, essencial para o combate a incêndios.
A revisão da legislação também está prevista, permitindo ao Estado intervir de forma mais célere em propriedades privadas, para garantir uma gestão mais eficaz dos combustíveis e assegurar uma floresta mais sustentável e economicamente viável, com vista à sua preservação a longo prazo.