Luís Marques Mendes defende em Águeda que um Presidente da República só pode decidir bem se souber ouvir as pessoas

O candidato à Presidência da República, Luís Marques Mendes, esteve este sábado, a meio da tarde, em Águeda, numa ação de campanha marcada pelo contacto direto com a população e por uma forte mobilização de apoiantes. A visita incluiu um percurso pela baixa da cidade, desde a Rua Luís de Camões até ao Largo Primeiro de Maio, acompanhado por largas centenas de pessoas.

Ao longo do trajeto, Luís Marques Mendes manteve vários momentos de proximidade com comerciantes, moradores e transeuntes, deixando claro que a escuta ativa dos cidadãos é, no seu entender, uma condição essencial para o exercício do cargo de Presidente da República. Na sua primeira intervenção pública, o candidato afirmou que as pessoas “querem ser ouvidas” e defendeu que um Presidente só pode desempenhar bem as suas funções se souber escutar cidadãos de todas as regiões e de todas as idades.

Questionado sobre se essa postura se manterá para além do período eleitoral, o candidato garantiu que ouvir as pessoas não pode ser apenas um gesto de campanha. Sublinhou que a tomada de decisões responsáveis exige, antes de mais, a capacidade de escutar, não apenas antes das eleições, mas também durante todo o mandato presidencial.

Em declarações à Televisão do Centro, Luís Marques Mendes classificou o dia como particularmente positivo para a sua candidatura, referindo que a jornada começou em Lisboa e termina em Viseu. Segundo o candidato, a campanha tem vindo a ganhar dimensão nos últimos dias, com uma adesão crescente em diferentes pontos do país, o que reforça a sua convicção num caminho de crescimento e confiança rumo às eleições.

Confrontado com questões locais, nomeadamente sobre a ligação Águeda–Aveiro e a distinção de Águeda como Green Leaf 2026, bem como críticas à burocratização de grandes obras públicas, o candidato evitou pronunciar-se sobre casos concretos, por não os conhecer em detalhe. Ainda assim, reconheceu que a burocracia excessiva é um problema estrutural em Portugal, defendendo a necessidade de a reduzir para melhorar o funcionamento do país, em especial na área da economia. Luís Marques Mendes considerou que o país precisa de um Estado social forte, mas não de um Estado excessivamente burocrático, apontando esse combate como um desígnio importante para o futuro.

0