Primeiro-Ministro e Secretário de Estado do Ambiente visitaram o concelho na sexta-feira e realçaram o investimento realizado no sistema de proteção da cidade
“Esta zona, que em condições normais estaria hoje sob elevadíssima pressão, encontra-se agora mais protegida graças a uma gestão cuidada e organizada. Com a quantidade de chuva registada no último mês, estarmos aqui neste momento é uma evolução notável e prova do esforço feito por este município”. A afirmação é de Luís Montenegro, Primeiro-Ministro, que se deslocou a Águeda esta sexta-feira para acompanhar no terreno a evolução da situação hidrológica e conhecer as medidas implementadas pelo Município na prevenção de cheias e inundações.
Durante a visita institucional, o chefe do Governo inteirou-se do ponto de situação relativamente aos episódios de cheia registados no concelho e conheceu em detalhe o Sistema de Drenagem da baixa da cidade, uma infraestrutura estruturante que tem permitido evitar inundações na margem direita do Rio Águeda e que está a ser apontada como modelo para ser replicado noutros pontos do país.
Luís Montenegro destacou o trabalho profundo desenvolvido pela Câmara Municipal de Águeda ao nível da gestão dos cursos de água, da preservação ambiental e da sustentabilidade, bem como da resposta preventiva aos fenómenos meteorológicos extremos, sublinhando que o investimento realizado tem permitido manter a normalidade no centro urbano, mesmo num contexto de elevada pluviosidade.
O governante salientou ainda o elevado nível de proteção alcançado na margem direita do rio, reconhecendo que, embora a margem esquerda apresente uma realidade urbana distinta, o trabalho desenvolvido em Águeda constitui um exemplo a seguir noutros territórios do país.

Sistema de Drenagem evita paralisação da baixa da cidade
O Sistema de Drenagem da Cidade de Águeda, cuja primeira fase (junto ao Largo 1.º de Maio) entrou em funcionamento no final de 2022 e a segunda fase foi concluída em dezembro de 2025 (mais a jusante, junto ao IVV), tem sido determinante na proteção do centro urbano.
À superfície são visíveis duas estações elevatórias, responsáveis por gerir o escoamento das águas pluviais e impedir a entrada da água do rio em períodos de cheia, assegurando também a drenagem da rede pluvial que converge para a baixa da cidade.
O presidente da Câmara Municipal de Águeda, Jorge Almeida, sublinhou o caráter inovador do projeto e destacou o reconhecimento nacional do trabalho desenvolvido, centrado sobretudo na prevenção.
“O sistema que implementámos passou com distinção o teste das cheias que têm afetado a região e o país. Aqui não seria diferente e sem este sistema, a zona baixa da cidade estaria inativa durante pelo menos 15 dias, com impactos significativos na atividade económica e na vida dos residentes”, declarou Jorge Almeida.
Com o sucesso da intervenção, “estamos cada vez mais a ser apontados como exemplo de quem trabalha na prevenção e não apenas nas consequências. O primeiro-ministro veio trazer uma mensagem clara de solidariedade e de acompanhamento, reafirmando que o Governo está disponível para apoiar Águeda em todas as áreas necessárias”.
O autarca revelou ainda que já foi solicitado à equipa projetista um estudo para replicar o sistema na margem esquerda do rio, onde as cheias ainda afetam três estabelecimentos comerciais e várias dezenas de habitantes.
O objetivo passa por realizar novas intervenções, adaptadas às especificidades daquela zona, permitindo resolver definitivamente o problema das inundações e consolidar Águeda como um território resiliente face aos fenómenos climáticos extremos.
Refira-se que na sexta-feira, durante a manhã, o Município recebeu também a visita do Secretário de Estado do Ambiente, João Manuel Esteves, acompanhado pelos deputados do PSD Paula Cardoso, Paulo Cavaleiro, Adriana Rodrigues e Helga Correia, bem como por representantes da APA/ARH Centro, que efetuaram um acompanhamento técnico das soluções implementadas.

