A exposição “Bichos de cá, Bichos de lá” foi inaugurada ontem, sexta-feira, no Espaço Expositivo do Centro de Artes de Águeda, assinalando o arranque oficial do programa Águeda European Green Leaf – Cidade Verde Europeia. A sessão pública contou com a presença de várias entidades nacionais e europeias, num momento simbólico que marcou o início de um ano dedicado à sustentabilidade, à biodiversidade e à cooperação internacional.
A mostra propõe uma viagem pelos ecossistemas terrestres e aquáticos, cruzando exemplos de Portugal, Brasil e Moçambique, convidando o público a refletir sobre a biodiversidade e a preservação do património natural. A exposição resulta de uma colaboração internacional entre a Universidade de Aveiro, através do CESAM e da PICTIS, a Fundação Oswaldo Cruz, no Brasil, e a Osuwela, reunindo o trabalho conjunto de equipas científicas dos três países.
Na sessão de abertura, o presidente da Câmara Municipal de Águeda, Jorge Almeida, sublinhou que esta exposição representa “um pontapé de saída” para um ano que será marcado por iniciativas, eventos e exposições no âmbito do título europeu atribuído a Águeda, agradecendo o envolvimento da universidade e das restantes entidades parceiras.
O diretor-geral do Ambiente da Comissão Europeia, Patrick Child, destacou o valor simbólico e pedagógico da exposição, considerando-a um excelente exemplo de cooperação entre países de língua portuguesa e de colaboração internacional. Na sua intervenção, salientou ainda o papel vital da biodiversidade e das diferentes espécies — das mais pequenas às de maior dimensão — na vida humana e na preservação dos ecossistemas, manifestando o desejo de que a exposição possa crescer e projetar-se também no espaço digital.









Já o reitor da Universidade de Aveiro, Paulo Jorge Ferreira, elogiou o percurso recente do município, sublinhando o crescimento rápido e equilibrado da cidade e da região. Considerou que o prémio europeu é uma consequência natural do trabalho desenvolvido e dos investimentos realizados nos últimos anos, acrescentando, em tom descontraído, que o reconhecimento chegou em boa altura, tendo em conta o ritmo de crescimento demográfico do concelho.
O encerramento da sessão coube ao secretário de Estado do Ambiente, João Manuel Esteves, que afirmou que a exposição reflete exatamente a forma como Portugal sabe fazer “coisas boas e bem feitas” quando existe vontade coletiva. Destacou o envolvimento da comunidade, das instituições e do conhecimento científico, defendendo que “Bichos de cá, Bichos de lá” simboliza os pilares essenciais do prémio: património natural, missão educativa e base científica, com uma dimensão internacional que liga Portugal, África e América do Sul. Para o governante, trata-se de um verdadeiro ponto de partida para a construção de um futuro mais justo e mais sustentável.
A exposição “Bichos de cá, Bichos de lá” pode ser visitada até ao final de janeiro. A entrada é livre.

