Freguesias de Coimbra continuam sem eletricidade após quebra de 38 linhas de média tensão

Algumas freguesias do concelho de Coimbra permanecem sem eletricidade, mais de 24 horas após a quebra de 38 linhas de média tensão no município, revelou o vereador da Câmara Municipal de Coimbra com o pelouro da Proteção Civil, Ricardo Lino.

Em declarações à agência Lusa, o autarca classificou a situação como “excecional” e inédita no concelho, sublinhando os constrangimentos causados às famílias afetadas. Segundo Ricardo Lino, embora em várias freguesias a energia elétrica já tenha sido parcialmente reposta, continuam a existir zonas sem fornecimento, uma situação que se estende de forma generalizada por todo o município.

Entre as freguesias mais afetadas estão Cernache, Assafarge e Almalaguês, registando-se também ocorrências em Arzila, Ameal, Lamarosa e Taveiro, onde há áreas com eletricidade e outras ainda sem luz. Na própria União de Freguesias de Coimbra persistem igualmente alguns pontos sem fornecimento elétrico.

Relativamente ao funcionamento das escolas, o vereador adiantou que a larga maioria reabriu, existindo apenas cerca de uma dezena de estabelecimentos que continuam encerrados. Garantiu, no entanto, que a alimentação escolar está assegurada e será distribuída às crianças.

A autarquia conta atualmente com cerca de 200 operacionais no terreno, apoiados por meios provenientes de outros municípios do distrito de Coimbra e do distrito de Aveiro, sobretudo para a desobstrução de vias. Registam-se ainda algumas situações pontuais de inundação.

Ricardo Lino referiu ainda que o município está a acompanhar com atenção a monitorização do caudal do rio Mondego, devido à precipitação registada, esclarecendo que o rio transbordou apenas dentro do leito natural de cheia, sem situações anormais.

A depressão Kristin, que atravessou recentemente o território português, provocou um rasto de destruição, com pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados. Os distritos mais afetados foram Leiria, Coimbra, Santarém e Lisboa, tendo-se registado quedas de árvores e estruturas, cortes e condicionamentos de estradas, interrupções nos transportes — em especial ferroviários —, encerramento de escolas e falhas nos serviços de eletricidade, água e comunicações.

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