CMA inaugura um novo ciclo cultural para Aveiro.
A Câmara Municipal de Aveiro anuncia a nomeação de Leonor Barata como nova diretora e programadora do Teatro Aveirense, iniciando-se um novo ciclo na política cultural do Município,
assente no reforço da coesão territorial e cultural e na aproximação da criação artística a todas as comunidades do concelho.
Esta nova etapa pretende consolidar o Teatro Aveirense como uma estrutura cultural que vaialém das suas fronteiras físicas, afirmando-se como um agente ativo na dinamização cultural de todo o território municipal.
A programação procurará alcançar diferentes públicos e contextos sociais, promovendo o acesso à cultura em todas as freguesias, reforçando o apoio aos artistas e associações locais e incentivando o empreendedorismo criativo.
Neste contexto, assume particular relevância a valorização das artes de rua e da criaçãoartística no espaço público, com especial destaque para iniciativas como o Festival dos Canais e o PRISMA – Art Light Tech, que continuarão a afirmar Aveiro como um território aberto àexperimentação artística e à inovação cultural.
Leonor Barata traz consigo um percurso sólido nas áreas da criação artística, da pedagogia e da gestão cultural. Nascida em 1975, é licenciada em Filosofia pela Universidade de Coimbra e completou uma pós-graduação em Estudos Artísticos na mesma instituição.
Realizou a sua formação em dança no Fórum Dança, em Lisboa, entre 1996 e 1999.
Entre 2021 e 2025 desempenhou funções como Vereadora da Cultura da Câmara Municipalde Viseu, onde foi responsável pela implementação de diversos programas municipais de apoio
à criação artística e pela dinamização de eventos culturais como o Dizer Poesia e o Festival Mosaico.
Antes da sua experiência na gestão pública, desenvolveu uma intensa atividade artística nasáreas da interpretação, criação e pedagogia. Enquanto intérprete participou em espetáculoscomo Cyrano, de Claudio Hochman (1997), Miss Liberty, de Mónica Lapa (1999), Duel, com oTof Theatre (2000–2002), Visitas Dançadas no Museu Nacional Grão Vasco, de Aurélie Gandit (2009–2011), e Madame – conversas privadas em espaços públicos, com António Alvarenga(2020).
A sua atividade tem igualmente forte expressão na pedagogia artística, tendo colaborado como formadora com várias instituições culturais, entre as quais o Centro Cultural de Belém, o Teatro Viriato, o Centro Cultural Vila Flor e a CENTA – Centro de Experimentação e CriaçãoArtística, desenvolvendo projetos que cruzam as áreas da filosofia e da dança, promovendo o pensamento crítico e o diálogo entre diferentes linguagens artísticas.
Enquanto coreógrafa, criou vários espetáculos dirigidos ao público jovem, entre os quais A Menina do Mar (2004), Pretas e Vermelhas Penduradas nas Orelhas (2007), Fios e Labirintos
(2010), Azul! (2012) e Ver a Odisseia para chegar a Ítaca (2016), bem como outras criações como Inquietações (2002), Projeto Poético (2010) e abril 2014 (2014).
O seu percurso inclui ainda projetos de mediação cultural e visitas performativas a instituições culturais, como o Museu Nacional Grão Vasco, o Teatro Académico de Gil Vicente, o
Centro Cultural de Ílhavo e a Casa-Museu Júlio Dinis.
Com a entrada de Leonor Barata no Teatro Aveirense, o Município de Aveiro reforça a ambição de construir uma política cultural mais próxima das comunidades, capaz de valorizar os criadores locais, promover novas linguagens artísticas e levar a cultura a todo o território do concelho, afirmando Aveiro como um espaço de criação, participação e inovação cultural.
O Município de Aveiro aproveita a ocasião para agradecer ao anterior programador, José Pina, pelo trabalho desenvolvido à frente do Teatro Aveirense, pela sua dedicação, visão ecompetência, que marcaram um período cultural relevante em Aveiro e contribuíram para ofortalecimento do Teatro Aveirense enquanto espaço de referência artística e comunitária.

