Suspeito de homicídio no Palácio do Gelo começa hoje a ser julgado em Viseu

O homem suspeito de ter morto a tiro Josefa Canhoto Rosa, conhecida por “Mimi”, no centro comercial Palácio do Gelo, em Viseu, começa esta quarta-feira a ser julgado no Tribunal de Viseu.

Os factos remontam a 27 de dezembro de 2024, quando a vítima, de 44 anos, se deslocou ao centro comercial acompanhada por familiares. Segundo a acusação do Ministério Público, uma discussão entre membros de duas famílias terá começado após um desentendimento entre uma jovem de 16 anos e a mãe, relacionado com a recusa em comprar um telemóvel.

A altercação chamou a atenção de duas mulheres ligadas ao arguido, que terão começado a provocar os familiares da vítima. A discussão rapidamente evoluiu para confrontos físicos entre elementos das duas famílias, com agressões envolvendo uma barra metálica, ripas de madeira e uma pedra.

De acordo com a acusação, o arguido, de 26 anos, abandonou o local e deslocou-se ao acampamento onde residia, em Teivas, para ir buscar uma pistola de calibre 6.35 milímetros. Depois regressou ao centro comercial e efetuou vários disparos contra os familiares de “Mimi”.

Durante o confronto, Josefa Canhoto Rosa terá tentado intervir e atingiu o suspeito na cabeça com uma bolsa. Em resposta, o homem disparou a cerca de um metro de distância, atingindo-a no peito. A vítima ainda foi transportada para o Hospital de São Teotónio, em Viseu, mas acabou por morrer. Outras duas pessoas ficaram feridas.

Após os disparos, o suspeito colocou-se em fuga e permaneceu 11 dias em parte incerta, entregando-se posteriormente à Polícia Judiciária no dia 7 de janeiro de 2025, acompanhado por um advogado.

O arguido encontra-se em prisão preventiva e responde por sete crimes de homicídio qualificado — um na forma consumada e seis na forma tentada — além de um crime de detenção de arma proibida e outro de condução perigosa de veículo rodoviário.

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