O homem, com cerca de 50 anos, detido no passado domingo em Águeda por suspeitas da prática de crimes sexuais contra a enteada, uma menina de 10 anos, ficou em prisão preventiva, apurou hoje o Notícias de Águeda.
A medida de coação mais gravosa foi aplicada depois de o suspeito ter sido presente a primeiro interrogatório judicial no Juízo de Instrução Criminal de Aveiro.
O homem tinha sido ouvido pelo tribunal na terça-feira, mas a decisão relativa à medida de coação ficou para esta quarta-feira. O Diário de Aveiro avançou ontem que, após o primeiro interrogatório judicial, o suspeito permanecia detido enquanto aguardava a decisão do juiz.
O caso foi noticiado pelo Notícias de Águeda no domingo, 30 de agosto, depois de termos apurado a detenção do homem na sequência de uma denúncia relacionada com alegados crimes sexuais praticados contra a enteada, de apenas 10 anos.
Segundo informações recolhidas pelo nosso jornal junto de familiares, a situação terá sido denunciada depois de a criança ter relatado, no sábado, a familiares aquilo de que alegadamente vinha sendo vítima.
A Guarda Nacional Republicana foi chamada e o suspeito acabou por ser intercetado na residência onde vivia com a família, situada no centro da cidade de Águeda. A criança e a mãe foram igualmente conduzidas ao Posto Territorial da GNR de Águeda.
Familiares da menina relataram ao Notícias de Águeda que mãe e filha se encontravam em estado de choque, tendo manifestado preocupação com a necessidade de ser assegurado acompanhamento psicológico à criança.
Na sequência da ocorrência, o INEM foi chamado ao posto da GNR para proceder à avaliação do estado de saúde da menor.
O processo passou posteriormente para a alçada da Polícia Judiciária, responsável pela investigação e pelas diligências destinadas a apurar as circunstâncias em que os alegados factos terão ocorrido.
Depois de permanecer detido desde domingo e de ser ouvido em primeiro interrogatório judicial, o homem conhece agora a medida de coação: prisão preventiva.
O suspeito aguardará, assim, privado da liberdade, o desenvolvimento do processo e das diligências de investigação.
O processo encontra-se em fase de investigação, mantendo-se aplicável o princípio da presunção de inocência até ao trânsito em julgado de uma eventual decisão condenatória.

