Uma deslocação em serviço terminou em tragédia esta sexta-feira, 21 de agosto, na Autoestrada 1 (A1). Dois militares do Exército Português, com apenas 21 e 22 anos, morreram na sequência de um atropelamento ocorrido junto à Área de Serviço da Mealhada, quando tinham parado para prestar auxílio ao condutor de um veículo pesado imobilizado na autoestrada.
O acidente ocorreu durante a manhã, cerca das 9h30, ao quilómetro 204,8 da A1, no sentido Norte-Sul, mobilizando vários meios de emergência para o local.
Os dois jovens ainda foram socorridos e transportados com vida para os Hospitais da Universidade de Coimbra, mas a extrema gravidade dos ferimentos acabou por ditar a morte de ambos.
O Exército Português confirmou oficialmente o falecimento dos dois militares e anunciou a abertura de um processo de averiguações para esclarecer todas as circunstâncias do acidente.
Militares seguiam em coluna quando decidiram prestar auxílio
De acordo com as informações conhecidas, os dois militares seguiam numa coluna de viaturas militares pela A1, no sentido Norte-Sul, quando se aperceberam de que um veículo pesado se encontrava imobilizado devido ao rebentamento de um pneu.
Perante a situação, terão decidido parar para ajudar o motorista.
A viatura militar em que seguiam terá sido estacionada em segurança, já na zona da Área de Serviço da Mealhada, tendo os dois jovens saído para prestar auxílio ao condutor do pesado.
Foi durante essa intervenção que ocorreu o atropelamento.
Os dois militares foram atingidos por um automóvel que circulava no local, sofrendo ferimentos de extrema gravidade.
Vítimas entraram em paragem cardiorrespiratória
A violência do atropelamento deixou os dois jovens numa situação crítica. As equipas de emergência realizaram manobras de reanimação, procurando estabilizar as vítimas antes do transporte hospitalar.
Apesar da gravidade do quadro clínico, ambos foram transportados ainda com vida para Coimbra.
As primeiras informações apontavam precisamente para a existência de dois feridos graves, mantendo-se durante algumas horas a expectativa relativamente à evolução do estado de saúde dos militares.
Mais tarde chegou a confirmação do pior cenário: nenhum dos dois jovens conseguiu sobreviver aos ferimentos sofridos.
Tinham apenas 21 e 22 anos.
Regressavam após missão na região de São Pedro do Sul
Segundo informações divulgadas após o acidente, as vítimas seriam militares da categoria de praças e estariam a regressar à respetiva unidade depois de terem estado empenhados durante a semana na montagem de uma ponte militar na região de São Pedro do Sul.
O acidente aconteceu, assim, durante a viagem de regresso e num momento em que os dois jovens decidiram interromper a deslocação para auxiliar um automobilista em dificuldades.
A circunstância de os militares terem sido mortalmente atingidos precisamente quando prestavam ajuda a outro condutor acentua a dimensão trágica da ocorrência.
Exército confirma morte dos dois militares
Ao início da tarde, o Exército Português confirmou oficialmente o falecimento dos dois jovens.
Em comunicado, a instituição refere que os militares morreram “na sequência de um atropelamento” ocorrido na A1, junto à Área de Serviço da Mealhada, quando “prestavam auxílio a um condutor de um veículo pesado imobilizado”.
Perante a gravidade da situação, foram acionados os mecanismos institucionais destinados a apoiar os familiares.
Segundo o Exército, foi disponibilizado acompanhamento psicológico às famílias, que continuarão a receber apoio na sequência do acidente.
“O Exército lamenta profundamente este trágico desfecho e apresenta as mais sentidas condolências às famílias, amigos e camaradas dos militares, continuando a prestar todo o apoio necessário.”
Processo de averiguações vai apurar circunstâncias
Além das diligências relacionadas com o acidente rodoviário, o Exército determinou a abertura de um processo de averiguações.
O objetivo será esclarecer as circunstâncias que antecederam o atropelamento e perceber em que condições os militares se encontravam no local no momento em que foram atingidos.
A investigação deverá igualmente permitir reconstituir a dinâmica do acidente e determinar as circunstâncias concretas em que o automóvel atingiu os dois jovens.
Um gesto de auxílio que terminou em tragédia
O acidente ocorrido na Mealhada assume contornos particularmente dramáticos pela idade das vítimas e pelas circunstâncias em que perderam a vida.
Os dois militares, de 21 e 22 anos, encontravam-se numa deslocação quando se depararam com um camionista em dificuldades e decidiram prestar auxílio.
Minutos depois, ambos estavam gravemente feridos na sequência do atropelamento.
Apesar da rápida mobilização dos meios de socorro, das manobras de reanimação e do transporte para Coimbra, os ferimentos revelaram-se fatais.
A morte dos dois jovens militares deixa de luto as respetivas famílias, camaradas e o Exército Português, que garante estar a acompanhar os familiares e a procurar esclarecer integralmente as circunstâncias de uma tragédia que ocorreu quando os militares procuravam ajudar outro condutor.

