Um homem de 49 anos, conhecido pelas autoridades por um extenso historial criminal, foi novamente detido pela Polícia Judiciária (PJ) por suspeitas de violação de uma ciclista estrangeira, com cerca de 30 anos, na Gafanha do Areão, concelho de Vagos. O suspeito, que já cumpriu duas penas de prisão efetiva por crimes de violação e coação sexual, encontra-se agora em prisão preventiva, determinada pelo Tribunal de Instrução Criminal.
O ataque ocorreu na tarde de 2 de março, no Caminho do Canal, junto à ria de Aveiro, numa zona pouco frequentada da Gafanha do Areão. Segundo a investigação, a vítima circulava de bicicleta quando foi surpreendida pelo agressor, que a abordou de forma violenta, derrubando-a e arrastando-a para uma área arborizada, onde alegadamente consumou a violação.
A identificação do suspeito resultou da investigação desenvolvida pela Polícia Judiciária, que culminou na sua detenção no passado 16 de julho. Após ser presente a primeiro interrogatório judicial, foi-lhe aplicada a medida de coação mais gravosa, permanecendo detido no Estabelecimento Prisional de Aveiro enquanto decorre o processo.
Longo historial de crimes sexuais
O homem é um reincidente na prática de crimes sexuais. De acordo com informações divulgadas pela investigação e avançadas pela imprensa nacional, já tinha sido condenado em duas ocasiões distintas por violação, tendo igualmente respondido por crimes de coação sexual.
Numa das condenações mais recentes, cumpriu cerca de oito anos de prisão, tendo saído em liberdade condicional antes de terminar integralmente a pena. As autoridades suspeitam agora que voltou a cometer um crime semelhante poucos meses após recuperar a liberdade.
Além dos crimes sexuais, o cadastro do arguido inclui ainda ilícitos relacionados com furtos e ameaças à integridade física.
Investigação admite possibilidade de mais vítimas
A Polícia Judiciária continua a desenvolver diligências para apurar todas as circunstâncias do caso e não exclui a possibilidade de existirem outras vítimas que nunca tenham formalizado denúncia.
Segundo informações divulgadas por órgãos de comunicação nacionais, as agressões anteriormente atribuídas ao suspeito terão ocorrido em circunstâncias semelhantes, escolhendo mulheres que circulavam sozinhas em zonas isoladas da Gafanha do Areão.
A repetição do mesmo padrão de atuação e o facto de o suspeito já ter antecedentes por crimes idênticos estiveram entre os fatores que levaram o tribunal a decretar a prisão preventiva, por considerar existir perigo de continuação da atividade criminosa.
O processo continua agora sob investigação da Polícia Judiciária e do Ministério Público.

